A noite em meu quarto
cheio de e desejos
fico pensando em você
vejo-o, até em meu pensamento.
O amor invade pelo meu corpo
deixando em mim um desejo louco de te querer.

Procuro disfarçar,
no meu pensamento te encontrar
porque junto a mim você não esta;

Você faz eu pensar cada vez mais em você;
cada minuto, cada instante tenhu medo de te perder

Tento disfarçar minha infelicidade
pois so tenhu a você na vontade
mais ainda tenhu esperanças que ainda vou te ter
pois nao aguento mais te perder
"Meu Amor".

A INJUSTIÇA DA VIDA

Camila W. Gagliardi

Ser feliz não é fácil
Pra mim tudo é um fracasso
Não entendia o por quê
de tanta agonia

Na vida morna em que vivo
Nada faz me alegrar
O que me resta é só chorar
Chorar pela dor do que sinto
De um amor vazio e sombrio

Me desanimo todo dia
Por não ver mais alegria
A dor me consumia
Pelo ódio em que sentia

Estou apaixonada pela minha tristeza
Minha alma magoada não desperta
As feridas não estão cicatrizando
E eu que não estou mais amando.

Sentimentos Pertubados

Eu já amei você
Porém a grande Arte
Fez o nosso amor perecer

A grande atração
Sim acabou, tenho que falar-te
Que restou somente a dor do coração

Chegou tão repentinamente
Que apagou o seu amor do meu ser
Você ficou de lado
Deixando o meu coraçao pertubado

Porém não há tempo,
meu coração exige a expulsão do lamento
Pois a grande Arte me reclama
Me envolvendo como uma chama.

Apenas mais um dia

Acordei. Apenas mais um dia. Será que o fato de esse dia ser o seu aniversário influi em alguma coisa? Bom, não vejo uma razão pela qual um homem que acaba de completar 50 anos deva comemorar essa data. Ser sozinho, filho único, órfão, viúvo e sem descendentes, ou seja, realmente sozinho não é algo em minha vida que me dê vontade de continuar lutando.
É nesse momento que você pensaria: Por que este homem não termina esse sofrimento? Eu mesmo já me perguntei isso. Nunca obtive uma resposta plausível, mas eu não sabia o que o futuro reservava para mim.
Me arrumei, como todos os dias, e segui para a delegacia, onde trabalho. Tudo estava muito calmo, tão calmo que me fez sentir uma espécie de angústia, de ansiedade. Foi então que recebi uma ligação que mudaria a minha vida: um pai dorgado ameaçava jogar o filho de 7 meses pela janela.
Fiz o que pude, mas não foi suficiente: o pai jogou a criança indefesa pela janela do 10º andar de seu prédio. Dominado pelo ódio, fui em seu apartamento convencido a fazê-lo pagar pelo seu crime.
O que de mais grave poderia acontecer? MORTE. Ou a minha, ou a dele. Minha vida não valia nada, então qualquer que fosse o resultado seria lucro, ao menos em minha visão. Começamos a brigar e eu pensei: "agora é a sua vez" e empurrei-o janela abaixo. O que eu não sabia é que ele tinha conseguido se segurar. Enquanto eu pensava nas consequências do meu ato impulsivo, ele voltou ao apartamento e, quando me virei, sabia o que estava prestes a acontecer. Fiquei em estado de choque e não resisti.
Comecei a sentir o vento, apenas esperava cair no chão e acabar logo com aquilo. Foi então que... acordei! Pronto, é só mais um pesadelo. Devem ser os primeiros sinais da minha crise da meia-idade. Virei-me na cama e vi minha mulher, dormindo como um anjo. O sentimento de paz me dominou e voltei a dormir, um sono profundo e tranquilo.

Ironia da Dor

Junto a dor é que floresce o amor!
Vivemos sorrindo junto a luta
Pois é claro ninguem escuta
Porque todos só sentem o calor

A dor me lembra horror
Que do meu peito nasce
Tudo aquilo que renasce
Gosto de sentir seu sabor

Através de uma visão
Pude sentir a divisão
Que se abriu em meu chão

Após a separação
Só havia lágrimas no chão
E na dor de nada restou


mariana maragno

Bretânia

Quando Bretânia chorou
Por aprender a amar
A mim se queixou
Pra ela melhorar

Quando Bretânia gritou
Por tão pouco se estressar
A mim sussurrou
Querendo ela se alcamar

Quando Bretânia implorou
Para um anjo despertar
De tão longe viajou
Pra tão perto ficar

Quando Bretânia se deitou
Desnumbrante a sonhar
Sua alma a deixou
Ao seu corpo a ficar

A cor dos seus olhos

Embora longe, muito longe
Eu possa estar de você meu raio de sol,
O céu começa a chorar, mesmo com o seu raiar.
Luz dos olhos meus,
Não posso mais te tocar, apesar de te encontrar
Porque há nuvens, suaves e tristes nuvens!
Deus meu! Espero que um dia possas apagar
O sentimento que tenho por aquele olhar,
Para que eu possa suportar
Quando eu não puder mais enxergar a luz daqueles olhos.
Nos meus sonhos mais profundo, eu viajo como se estivesse em outro mundo
Ao lado do seu raiar!
É como se não houvesse nada,
Apenas uma longa estrada,
Onde eu possa te beijar.
E se eu tivesse certeza que você me deseja,
Eu largaria tudo, só para te amar.
Ai! Aqui estou tentando dar
Uma cor para o seu olhar.
As pétalas caíram,
Na certeza de um desabrochar na primavera.

Acidentalmente apaixonada

Por que amar?
Essa era a pergunta que me fazia
Passe o tempo, meu amor vai continuar
Perder-te era o que eu temia

Vivo num mundo sem saída
Onde só em meus sonhos consigo sair
Não quero mais ser iludida,
É como um poço de lagrimas, não sei como pude cair.

Sinto como se fosse morrer
Escurecem os dias
Eu me odeio por não te ter
Passam horas inacabáveis e vazias

Minha cinza ardente,
sem você do meu lado
Fere minha alma doente
E meu coração apaixonado

Você está silênciosamente magoado
Derrame a vida real sobre mim
Por favor, fique do meu lado
Porque você foi feito para mim.

Não deveria ter deixado você me conquistar
Agora, eu não posso acordar desse sonho
Estou cansada de aqui estar
Essa angústia que me aperta, é a morte na certa.

Não consigo gritar
Eu te sinto em meus sonhos, não consigo dormir
As feridas parecem não cicatrizar
Talvez seja hora de partir

Uma luz branca em minha direção
Há alguem vindo me buscar
Não permite levar recordação
Asas e vestes pretas me deixam sem ar.

Amor, quando deitares na eterna felicidade
Lembrarás de mim
E sentirá as cicatrizes da saudade
Apagará a imagem destorcida de mim.

Morte

Uma vida sem expectavivas
Sem felicidade
Sem perspectiva

Só me resta a saudade
Um poço sem fundo
A dor de verdade

Sem vontade de ficar nesse mundo
Cansado dessa ferida
Oh morte!
Venho e liberte-me do sofrimento dessa vida

Morto Vivo

A vida é sem sentido
como o vento que vai e vem sem
caminhos e direções certas.
Ao perder-te,minha amada,
sobrevivo.Apenas sobrevivo.
Já que um morto não pode estar vivo.

Quem dera


Quem dera o vazio dentro de mim,

Apenas fosse uma ilusão

Quem dera que essa angustia

Não estivesse em meu coração

Quem dera a certeza

Estivesse de prontidão

Apenas para me mostrar,

O que tão pouco descobri com a solidão.

Quem dera eu pudesse me sentir completa

Em meio a tanto caos e ingratidão

Quem dera este sentimento aflito

Não tivesse procedência nem ao menos razão

Para que um dia pudesse libertá-lo

Sem mágoa ou qualquer desilusão

E assim descansar em paz

Em paz, com os pés no chão.


Cristina Berwanger Pereira 2ºA


Perdida nas ilusões do amor

Já não sei mais o que faço
vejo você todos os dias, na minha humilde lojinha
Numa lojinha de rosas, onde as flores parecem falar
Falam, mas falam tanto que os odores circulam o ar
cobrindo você, eu e você numa bola de rosas perfumadas
Já de noite, deitada no meu travesseiro de coraçõezinhos
penso em você, com seus lindos olhos de mel
Uma paixão proibida, que quando um não quer
dois não brigam, mas todas as noites sofro, mas sofro
com sua gentileza que poderia estar sempre comigo
No amanhecer e no dia seguinte após o beijo que tanto me aguarda.

As aparências enganam

Percebo que me deixei levar pela sedução daquela garota e acabei cometendo um grande crime: roubei o seu coração. Mas desde quando fazer uma mulher se apaixonar por você é um crime? Digo à você que se torna um crime quando a bela garota já é comprometida, não com um homem qualquer, mas com um bandido. O pior disso tudo, é que quando descobri já era tarde demais.
Agora, eu posso dizer que estava com os dias contados e que aquele sentimento era algo passageiro, pois era apenas paixão. Mas não adiantava mais, Umberto, o traficante, como era conhecido, já sabia de tudo, se duvidar até a cor da minha cueca.
Cheguei a conclusão de que eu tinha duas soluções esperar a morte de braços cruzados ou fugir. Mas de um jeito ou de outro ele iria me achar. Eu, muito corajoso, não hesitei em fugir para bem longe, no outro lado do mundo.
Dias e até semanas se passaram e eu fiquei feliz por ainda estar vivo, por estar respirando. Toc-toc. Bateram na porta, eu estava com medo, devia ser Umberto. Fiquei quieto.
-Abra essa porta! É a polícia. -Disse o guarda.
-Sinto-lhe informar, sua mãe morreu em um tiroteio, portanto, você deve voltar ao seu país de origem. - Disse o guarda.
Voltei ao meu país de origem, tremendo igual a uma vara-verde. Tudo o que eu queria, era que Umberto tivesse esquecido do caso que tive com a sua “mina”, como eles costumam dizer.
Alguns dias após o enterro, a garota me procura, dizendo que o caminho estava livre para nós dois vivermos felizes, pois Umberto havia morrido no mesmo tiroteio que minha mãe.
Como eu estava sozinho no mundo, resolvi pensar de novo no assunto...
- Eu preciso abrir o jogo com você. Vamos ao banheiro. –Disse ela.
Eu a segui. No banheiro ela tira a peruca...
-Sou Gay e eu te amo! –Disse ela.
-Você é um homem?! –Perguntei.
Ele apenas mexeu a cabeça confirmando. Após isso, não lembro de mais nada, só sei que quando acordei estava no hospital.

Veículos e Armas

Vinicius Soares de Souza

O que há neles que nos fazem sentir tão importantes? Diz-se, na psicanálise, que objetos como carros e armas representam um poder que, normalmente, não temos, mas que desejamos ter. O automóvel, possante, veloz e confortável. Símbolo ultrapassado de status sociais. Esta máquina sobre rodas é o sonho de onze entre dez adolescentes. Paixão de muitos amantes por carros, moradia para outros tantos. Transporte para vários, meio de vida para outros que dele dependem para ganhar o pão de cada dia.

Outro dia, vi um amigo meu, daqueles que não comem carne porque têm pena das vacas, e que são metidos a politicamente corretos, falar de como ele queria atirar com uma arma. E um amigo dele, dono de arma e dono de um belíssimo carro, disse que um dia o levaria para um lugar para onde pudesse atirar.

Só que o garoto falou que não consegue ver o que há de tão sedutor em algo que é feito somente para destruir, como uma arma. Nem a emoção que é dirigir carrões no asfalto esburacado do nosso país correndo o risco de se acidentar e ter uma arma apontada para si para roubarem o seu belíssimo carro, e você perder tudo que tem.

O garoto combinou com o seu amigo para ir a um sítio de sua família onde eles poderiam atirar e dar umas voltas com o carro de seu amigo. Quando estavam indo para o sítio de sua família, dois homes em uma moto encostaram ao lado do carro. Só que como a moto era mas potente, o garoto e seu amigo não conseguiram se livrar do motoqueiro e do carona que queriam roubá-los, pois era um bom carro. Com a arma dentro do carro, o garoto e o seu amigo deflagaram alguns tiros em direção à motocicleta. Só que como os tiros não pegaram, o motociclista e o caroneiro estavam armados, e atingiram o carro com que fez uma bala atingir o motorista e eles caírem em um penhasco que ficava as margens da rodovia. Que levou a morte do garoto e de seu amigo.

Contrabandista de Terceira

Digo e repito: Malditos são os redatores de telejornais, e infelizes são os pobres âncoras.
Dia desses, após findar minha tediosa rotina diária (o que sempre me pareceu um pouco pleonástico), sentei-me no sofá, tirei os sapatos e peguei algo para beber, não necessariamente nessa ordem. Liguei a TV. Primeira: A música irritante de chamada do JN. Por Deus, um dia eu ainda vou ser um Roberto Marinho e vou proibir essas vinhetas. Mas enquanto meu glorioso futuro livre de vinhetas é utópico, prossigo assistindo, na expectativa de ver algo além de desastres, futebol (que é o que chamam de "esportes"), dicas de moda e comentários pós-matéria dignos de vergonha alheia.
Segunda: Lá pelas tantas, notícia bombástica (e olha que nem era dia 11): "Senhor de 63 anos de idade é preso por porte ilegal de êxtase (até agora não entendi o porquê do ilegal, se todo porte é ilegal) . Até aí tudo bem, droga existe por todo lugar, um traficante a mais não altera de forma alguma a nossa vasta compreensão de mundo. Mas (malditos redatores), então foi que dona Bernardes leu a informação crucial no seu televisor-guia (o labrador dos âncoras): "Ao ser flagrado com os comprimidos, o senhor de idade (bras. pop.: velho) declarou que pensava que os tais comprimidinhos fossem viagra. Bendita declaração.
Silêncio constrangedor. Fátima vermelha. Olhos lacrimejando. Três sintomas que precedem o as três palavras que formam o mártir dos telejonalistas: Ataque de risos. Recorreram à única solução disponível: Comerciais. Após o breve intervalo, Fátima já estava recomposta, porém o sangue ainda insistia em permanecer nas bochechas. Assim prosseguiram com as desgraças, mas sem os comentários pretendentes ao posto de engraçados, geralmente sem sucesso.
Malditos redatores.
P.S.: Só imaginem o quão alucinantes eram as relações do senhor. Acho que foi o que dona Bernardes imaginou.



Metáfora

Tu és, ó minha amada,
Meu exagero [de romantismo]
E entre nós há um abismo
Coberto em tua mão gelada.

Teus braços são galhos tristes
[Da árvore que o outono castiga]
Foges ao vento antes que eu consiga
Fazer-te parte de tudo o que existe.

Tua face é tão lisinha!
Que quanto te olhas no espelho
Divide o azul [do mar vermelho]
Faz de águia a andorinha.

Teus cabelos picotados
Demonstram em si a rebeldia
[E exalam uma alegria]
Tão estranha aos mal-amados.

Por fim então, ó minha amada,
Só uma simples coisa te peço,
Que não termines tu onde começo
E sigamos [juntos] a tortuosa estrada,

Ao amor, e não ao sucesso.

Poema de João Pseudônimo, o Poeta Anônimo.

Leão

Repórteres passam cada sufoco, que meu Deus!
Nada na vida é fácil. Achar que aparecer na televisão é fácil, então, é pior ainda.
Outro dia tive que entrevistar um cuidador de leões, mas é claro, com o leão junto.
Antes mesmo de fazer a reportagem, já estava com medo. Quando entrei na jaula, quase borrei as calças.
No início estava tudo bem, estava até viajando "no assunto", vendo aquele animal bonitinho, sentado e quietinho.
Mas só foi pensar nisso que o leão pulou em cima e se agarrou a mim.
O cuidador do animal disse que ela só estava brincando, mas o bichinho bonitinho não me soltava mais.
Depois de quatro vezes que o leão me soltava e agarrava consegui sair da jaula.
E descobri que aquele leão só era o filhote, imagine se fosse um adulto.

Ser político dá mais lucro, com certeza!

Ouvi essa semana nos noticiários que foi aprovada uma lei que promete liberar 25% a mais de cota para sacoleiros que trazem os típicos produtos que todo mundo tem “made in china” do Paraguai, porém irão cobrar impostos de importação, imposto sobre o produto, contribuição para PIS, cuecas novas, mensalão, mensalinho, e outras pequenas ajudas ao governo. Mas vejam só queridos amigos, os humildes trabalhadores estão dando um jeitinho brasileiro de ganhar a vida, honestamente,relativamente, já que não há empregos o suficiente, graças a nossos políticos que recebem alguns trocados a mais, sejam eles dentro da cueca ou por depósitos de algum Gasparzinho camarada.
Além de tudo isso não se é permitido trazer armas, medicamentos, fogos de artifício, carros então? Nem pensar! Sem nem mencionar bebidas alcoólicas e cigarros. Então me diga, caro leitor, o que faremos para trazer essas coisas? Qual será a graça de trazer apenas uma calculadora sem teclas que só dura 12 horas? Ficamos sem opção, companheiro.
Bom, mas já que estou na idade de escolher minha futura profissão e muitas universidades não oferecem tudo aquilo,resolvi me candidatar a presidente do senado, ou quem sabe talvez namorar algum dos parentes do honestíssimo José Sarney, com certeza um futuro garantido.


Sintonia

Sempre que penso naquele dia, sinto uma confusão na minha cabeça, uma incerteza que nunca se tornará certeza.
Toda manhã eu via a Ana e, com nossas trocas de olhares, julguei-me capaz de saber o que ela pensava, e estes pensamentos guardava somente comigo e com ela.
Certo dia, Ana me pareceu triste e cansada. Não só eu, mas todos que olhavam para ela sentiam a mesma coisa. Isso me preocupou, mas não disse nada, apenas olhei. Ana guardava uma enorme agonia que não podia mais suportar. Eu, com o meu "dom", fiz o que acredito que tenha sido o melhor: matei-a, livrando-a da terrível agonia. Hoje, pergunto-me se deveria ter falado com ela.

Entorpecente

Meus sonhos ultimamente haviam sido estranhos. Por mais que eu tentasse entender, não faziam sentido algum. Tudo o que eu via eram escadas sem fim, pessoas com medo, escuridão e caos. Mas algo estranho me fazia sentir bem com tudo isso. Não eram sonhos “lindos” que me acalmavam, eu só me sentia bem vendo sangue e destruição. Obviamente isso não era normal, mas eu não me importava, ninguém saberia disso mesmo.
Depois de algum tempo passei a ir dormir mais cedo, pois sentia falta daqueles sonhos que agoniariam outros, mas que para mim, dava uma satisfação imensa. Os sonhos funcionavam como uma aspirina, ou melhor, um entorpecente. Não conseguia mais viver sem esta sensação, mas os sonhos já não funcionavam como antes. Era como se essa “droga” estivesse perdendo o efeito com o tempo. E eu não era forte o suficiente para agüentar, queria mais. E deste então, precisei matar para viver, ou melhor, para sobreviver.

O preconceito nos leva a fazer loucuras

Minha mãe me chamou e ficou me olhando seriamente. Como se tivesse algo muito sério para me contar. Fiquei parada olhando pra ela, que enfim resolveu contar.

- Minha filha, tenho uma coisa muito séria pra te falar.

- Fale logo mamãe!

- Estou namorando.

- Que bom. Com quem?

- Vamos deixar isso para outra hora.

- Fale logo.

- Está bem, é aquela policial que trabalha na faixa de pedestres onde você estuda.

Nesse momento me deu até um arrepio na espinha.

- O quê? Acho que não entendi direito.

- Entendeu sim, é com ela mesmo que estou namorando.

Fiquei louca, e fui logo a discriminando.

- Você está louca? Mulher namora com homem e não com outra mulher.

- Que preconceito, minha filha, sua amiga também sabe e me deu o maior apoio.

Quando ela falou isso a raiva tomou conta de mim. Como minha amiga estava sabendo antes de mim? E como ela ainda dava apoio para essa sem-vergonhice? Esse mundo está mesmo perdido.

- Mãe, você não vai namorar e pronto. Não me importa quem está ou não te apoiando.

Minha mãe também parecia zangada e foi logo dando sua palavra final.

- Você não vai me proibir de ser feliz, vou namorar com quem eu quiser.

Fiquei indignada com toda essa situação e resolvi tomar providências. Acabei resolvendo matar essa intrusa, minha mãe, para não ter mais recaídas, e minha amiga, para não tomar decisões precipitadas e apoiar coisa que não deve. Meu plano estava indo de vento em popa, até o dia que eu fui descoberta. Ainda não sei como isso aconteceu, mas tenho certeza de que ainda ficarei sabendo, e vou me vingar. Mas enquanto isso não acontece, é por aqui que ficarei, na prisão!

A Banalização do Banal

Até algum tempo atrás, muitos queriam ter a roupa do momento, certo? Pois bem, ainda haviam alguns que eram diferentes, "alternativos". O problema é que agora, ser alternativo também é moda. Ou seja, ser "modinha" é mais modinha ainda, e ser alternativo também é moda. Não dá mais para saber quem é quem. Existem fãs de funk se vestindo como fãs dos Beatles. E agora, como faço para saber o gosto de uma pessoa? Acho quer vou ter que arriscar e puxar assunto sobre algo dos Beatles. Se a pessoa "boiar", saberei que devo mudar de assunto.
Mas agora, vamos falar do principal problema: e se eu quiser ser diferente? Acho que o jeito é tentar inventar, usar cueca por cima da roupa, sei lá. Se bem que inventar também já está virando tendência.
É, acho que vou começar a sair pelado, antes que outro faça isso.

Bem-vindos ao blog da turma 2A!

Como a vida é efêmera e estamos todos só de passagem, resolvemos homenagear o poeta Charles Baudelaire que tão bem expressou esse sentimento de coisa passageira.

O poema que deu origem ao blog é "A uma Passante" (tradução: Jamil Almansur Haddad):

A rua em derredor era um ruído incomum,
Longa, magra, de luto e na dor majestosa,
Uma mulher passou e com a mão faustosa
Erguendo, balançando o festão e o debrum;

Nobre e ágil, tendo a perna assim de estátua exata.
Eu bebia perdido em minha crispação
No seu olhar, céu que germina o furacão,
A doçura que embala e o frenesi que mata.

Um, relâmpago e após a noite! – Aérea beldade,
E cujo olhar me fez renascer de repente,
Só te verei um dia e já na eternidade?

Bem longe, tarde, além, jamais provavelmente!
Não sabes aonde vou, eu não sei aonde vais,
Tu que eu teria amado – e o sabias demais!

Desejamos que por meio deste blog vários textos da turma sejam postados, durante e após o término de nosso estágio.

Sejam bem-vindos!

Janete, Karina e Patrícia.