O preconceito nos leva a fazer loucuras

Minha mãe me chamou e ficou me olhando seriamente. Como se tivesse algo muito sério para me contar. Fiquei parada olhando pra ela, que enfim resolveu contar.

- Minha filha, tenho uma coisa muito séria pra te falar.

- Fale logo mamãe!

- Estou namorando.

- Que bom. Com quem?

- Vamos deixar isso para outra hora.

- Fale logo.

- Está bem, é aquela policial que trabalha na faixa de pedestres onde você estuda.

Nesse momento me deu até um arrepio na espinha.

- O quê? Acho que não entendi direito.

- Entendeu sim, é com ela mesmo que estou namorando.

Fiquei louca, e fui logo a discriminando.

- Você está louca? Mulher namora com homem e não com outra mulher.

- Que preconceito, minha filha, sua amiga também sabe e me deu o maior apoio.

Quando ela falou isso a raiva tomou conta de mim. Como minha amiga estava sabendo antes de mim? E como ela ainda dava apoio para essa sem-vergonhice? Esse mundo está mesmo perdido.

- Mãe, você não vai namorar e pronto. Não me importa quem está ou não te apoiando.

Minha mãe também parecia zangada e foi logo dando sua palavra final.

- Você não vai me proibir de ser feliz, vou namorar com quem eu quiser.

Fiquei indignada com toda essa situação e resolvi tomar providências. Acabei resolvendo matar essa intrusa, minha mãe, para não ter mais recaídas, e minha amiga, para não tomar decisões precipitadas e apoiar coisa que não deve. Meu plano estava indo de vento em popa, até o dia que eu fui descoberta. Ainda não sei como isso aconteceu, mas tenho certeza de que ainda ficarei sabendo, e vou me vingar. Mas enquanto isso não acontece, é por aqui que ficarei, na prisão!

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