Entorpecente

Meus sonhos ultimamente haviam sido estranhos. Por mais que eu tentasse entender, não faziam sentido algum. Tudo o que eu via eram escadas sem fim, pessoas com medo, escuridão e caos. Mas algo estranho me fazia sentir bem com tudo isso. Não eram sonhos “lindos” que me acalmavam, eu só me sentia bem vendo sangue e destruição. Obviamente isso não era normal, mas eu não me importava, ninguém saberia disso mesmo.
Depois de algum tempo passei a ir dormir mais cedo, pois sentia falta daqueles sonhos que agoniariam outros, mas que para mim, dava uma satisfação imensa. Os sonhos funcionavam como uma aspirina, ou melhor, um entorpecente. Não conseguia mais viver sem esta sensação, mas os sonhos já não funcionavam como antes. Era como se essa “droga” estivesse perdendo o efeito com o tempo. E eu não era forte o suficiente para agüentar, queria mais. E deste então, precisei matar para viver, ou melhor, para sobreviver.

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