Sempre que penso naquele dia, sinto uma confusão na minha cabeça, uma incerteza que nunca se tornará certeza.
Toda manhã eu via a Ana e, com nossas trocas de olhares, julguei-me capaz de saber o que ela pensava, e estes pensamentos guardava somente comigo e com ela.
Certo dia, Ana me pareceu triste e cansada. Não só eu, mas todos que olhavam para ela sentiam a mesma coisa. Isso me preocupou, mas não disse nada, apenas olhei. Ana guardava uma enorme agonia que não podia mais suportar. Eu, com o meu "dom", fiz o que acredito que tenha sido o melhor: matei-a, livrando-a da terrível agonia. Hoje, pergunto-me se deveria ter falado com ela.
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